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Testamos a solução de telemedicina 5G da Ericsson na Futurecom

Ultrassonografia a distância, que pode ser realizada por qualquer pessoa sem conhecimentos em medicina ou qualquer outro curso técnico na área

Déborah Oliveira

30/10/2019 às 9h33

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O 5G promete revolucionar o mercado, não só pela sua baixa latência e alta velocidade, como também por conectar coisas às pessoas. Na Futurecom 2019, que acontece nesta semana em São Paulo, a Ericsson realizou uma série de demonstrações que faz uso da nova geração de internet em diversas áreas de atuação.

O IT Forum 365 testou a solução de ultrassonografia a distância, que pode ser realizada por qualquer pessoa sem conhecimentos em medicina ou qualquer outro curso técnico na área de saúde.

No estande da Ericsson, usando uma luva tátil inteligente, a atendente rastreou a barriga da gestante voluntária da equipe do IT Forum 365, com o transdutor e as imagens eram transmitidas em tempo real para uma médica, que estava em outro local, possibilitando a construção de laudo de avaliação e diagnóstico, sem a necessidade de estar presente. Toda a operação foi apoiada no 5G, permitindo controle remoto do procedimento. A ação foi realizada em parceria com a TIM.

Esse avanço tecnológico vai possibilitar que regiões do País, carentes em atendimento médico e infraestrutura para a realização de exames como esse, possam oferecer, por exemplo, um atendimento público com alta tecnologia a custos mais viáveis para os atuais orçamentos dos municípios. Não somente em pequenos postos de atendimento como em casos de emergências médicas em acidentes nas estradas.

Dados da pesquisa Demográfica Médica no Brasil de 2018, realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP), mostram que embora o Brasil em 2018 tenha alcançado o maior marco histórico em número de médicos, a alta densidade não garantiu melhor distribuição desses profissionais no País.

O estudo apontou que, enquanto em todo o Brasil existem 2,18 médicos por mil habitantes, em algumas capitais brasileiras – Vitória, no Espírito Santo, por exemplo – existem 12 médicos por mil habitantes. No interior das regiões Norte e Nordeste, há menos de um médico por mil habitantes. O Sudeste é a região com maior densidade médica, cerca de 2,81, contra 1,16 no Norte e 1,41 no Nordeste.

Como o País forma cerca de 20 mil a 25 mil médicos por ano, a tecnologia entraria como importante aliada na assistência à população no formato remoto.

Espera-se um grande avanço nesse sentido, já que em fevereiro de 2019, o Conselho Federal de Medicina (CFM) regulamentou a telemedicina no Brasil. A partir da data, médicos brasileiros passaram a poder realizar consultas on-line, telecirurgias e telediagnóstico, entre outras formas de atendimento a distância, conforme a Resolução nº 2.227/18.

O texto estabelece a telemedicina como exercício da medicina mediado por tecnologias para fins de assistência, educação, pesquisa, prevenção de doenças e lesões e promoção de saúde, podendo ser realizada em tempo real ou off-line.

“O 5G, em comparação com gerações anteriores, traz velocidade, mas não podemos focar apenas nesse aspecto. 5G traz conexão à sociedade. Segmentos como manufatura, automotivo, segurança pública e saúde serão os primeiros a se beneficiar dessa nova geração”, indicou Paulo Bernardocki, diretor de Produtos e Tecnologia da Ericsson.

Leonardo Capdeville, CTO da TIM, reitera o potencial da tecnologia e afirma já ser possível imaginar um hospital todo digital, com técnicos para fazer exames. “Buscamos estar prontos para melhor usar o 5G na sociedade”, complementou.

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