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Tim Cook e Steve Jobs têm muito mais em comum do que você imagina

11/08/2014 às 10h18

Tim Cook e Steve Jobs têm muito mais em comum do que você imagina
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Daqui a quase um mês, no dia 9 de setembro, a Apple vai lançar o iPhone 6 e vai acabar com toda a especulação que inunda a internet a cada novo produto apresentado pela marca. Entre tantos boatos garimpados com as fornecedoras da companhia, é quase certo que o aparelho terá uma tela maior em comparação com o último modelo. E as pessoas se perguntam se mudar o tamanho do celular é mesmo uma inovação.

À parte dos números recorde que a fabricante espera, os professores Karan Girotra e Serguei Netessine defendem em artigo publicado na Harvard Business Review que todo o questionamento em torno da capacidade da Apple de continuar inovando mesmo depois da saída de Steve Jobs é infundado. Isso porque o atual CEO, Tim Cook, tem mais em comum do que ele do que se pode imaginar.

Especialistas em risco, eles enfatizam que a Apple raramente é a primeira a entrar em algum segmento. “Se olharmos nos últimos 15 anos, a Apple não foi entrante em tocadores de música digital nem em smartphones (veja a Blackberry), Na verdade, cada um desses mercados alcançou um nível muito maior de interesse do consumidor (e frustração com as ofertas disponíveis) antes que a Apple viesse com seus produtos melhores desenhados”, argumentam.

Como exemplo disso, estão também os smartwatches e smart TVs, duas áreas que não estão no mesmo estágio que os tocadores digitais ou smartphones estavam antes da chegada da Apple. Os especialistas reforçam que a Apple tem muito tempo antes de mostrar suas garras.

Outro argumento é que a companhia prefere fazer as coisas mais certas do que mais rápida. “Ela sempre desafiou o lema do Vale do Silício, ‘em vez de falhar frequentemente, falhe rápido’”, ponderam. Embora a frase pode até fazer sentido para uma startup de tecnologia, para Apple, não.

A companhia sempre se definiu como uma marca que entrega experiências bonitas, integradas e quase mágicas no primeiro contato com seu produto, não na versão 3.1 depois de uma série de atualizações. “Isso é talvez o melhor ativo e preservá-lo requer que a Apple tenha certeza que o design de ecossistemas, tecnologia e produtos alcancem um padrão muito mais elevado que o de seus concorrentes”, esclarecem.

Por manter essencialmente essas duas características, Jobs e Cook não têm um centro estratégico tão distinto assim, capaz de fazer a Apple se desvirtuar de tudo que já foi um dia. Apesar de toda a fanfarra ao redor da marca, a Apple se posicionou muito bem para entrar em diversas categorias, como o iHealth na plataforma de desenvolvimento do iOS8; iBeacon, para tecnologias de varejo; e até mesmo o Touch ID, para pagamentos com dados biométricos.

Enquanto ninguém sabe ao certo o resultado final dessas iniciativas, elas dão uma boa gama de opções a fabricante em diversas áreas, para poder escolher as oportunidades mais promissoras e criar produtos que façam a diferença no mercado.

Nisso, é uma nova abordagem de inovação da Apple, mais ligada ao risco no qual a Apple sedimenta muitas raízes. Decididamente, se há algo diferente entre Tim Cook e Steve Jobs, aí está, concluem os especialistas.

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