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Todo funcionário é digital. Mas o que isso significa para a TI?

Déborah Oliveira

21/08/2015 às 9h23

Todo funcionário é digital. Mas o que isso significa para a TI?
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integração das exigências digitais na maioria dos processos de trabalho e a destreza digital dos funcionários estão levando a um mundo no qual todo empregado é um trabalhador digital na visão do Gartner.

Matt Cain, vice-presidente de pesquisas do instituto de pesquisas, relata que os empregados de hoje possuem maior grau de destreza digital: eles operam suas redes sem fio em casa, conectam e gerenciam vários dispositivos, além de usar aplicativos e serviços web em quase todas as facetas de suas vidas pessoais. 

Isso resulta em um número sem precedentes de trabalhadores que gostam de usar a tecnologia e reconhecem a relevância da digitalização em vários modelos de negócios. Eles também aplicam rotineiramente a tecnologia e o conhecimento tecnológico para dinamizar a vida no trabalho.

Há três áreas fundamentais que os colaboradores estão direcionando suas atenções e que precisam permanecer no radar do CIO, listadas abaixo pelo Gartner:

Implementação de uma estratégia de trabalho digital
O local de trabalho digital é uma estratégia de negócios que promove agilidade ao colaborador e engajamento por meio de um ambiente de computação voltada mais para o consumidor. A maioria das organizações se aproxima da consumerização de TI de forma desarticulada, com iniciativas tecnológicas específicas, inserindo no dia a dia smartphones ou social. Poucos têm uma visão estratégica, observando os benefícios do modelo.

Tornar recursos de computação mais acessíveis de maneira que correspondam às preferências dos trabalhadores vai estimular o engajamento, fornecendo sentimentos de empoderamento e propriedade. A estratégia de trabalho digital deve complementar as iniciativas de RH, abordando e melhorando fatores como a cultura do local de trabalho, tomadas de decisão, equilíbrio das vidas pessoal e profissional e reconhecimento das contribuições e das oportunidades de crescimento pessoal.

Shadow IT
Ao longo dos próximos anos, o Gartner prevê que os gastos com TI aconteçam fora do orçamento de TI. A "Shadow IT" é o termo usado às vezes para descrever a situação quando unidades de negócio compram, possuem e operam recursos de TI com pouca ou nenhuma intervenção da área de tecnologia da informação. 

Segundo Cain, os investimentos com Shadow IT devem exceder 30% do total dos gastos de TI. Esse número deve aumentar porque a procura por novas aplicações e serviços para perseguir oportunidades digitais ultrapassarão a capacidade de fornecimento da TI. 

Em vez de tentar lutar contra a maré, a TI deve desenvolver um quadro que define quando é apropriado para as unidades de negócios e os indivíduos usarem suas soluções e quando deve a TI deve assumir a liderança. TI deve posicionar-se como parceiro dos negócios e consultor das decisões.

TI Bimodal
Para atender às demandas da dinâmica dos negócios e da força de trabalho em rápida evolução, o Gartner sugere que as organizações adotem uma abordagem bimodal para as operações de TI. 

TI Bimodal sugere dois modos na TI, um tradicional e outro mais ágil. Esse modelo duplo de operação é essencial para satisfazer as exigências das unidades de negócios digitalmente experientes e dos funcionários, assegurando que a infraestrutura e os serviços críticos de TI permaneçam estáveis.

Na visão do Gartner, organizações que podem abraçar e explorar tecnologias novas e emergentes estarão em posição privilegiada no mercado e poderão sair à frente da concorrência.

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