Home > Notícias

Trump quer rastrear celulares de quem tem problemas de saúde mental

Proposta vem sendo considerada para combater tiroteios em massa.

Wellington Arruda

12/09/2019 às 18h21

Brasileiros estão abandonando hábito de usar mais de um chip no celular
Foto: Shutterstock

A administração do governo de Donald Trump, Estados Unidos, considera uma nova proposta para combater tiroteios em massa. Ela inclui rastrear smartphones e relógios inteligentes de pessoas com problemas de saúde mental.

A ideia nasceu de Bob Wright, que propôs a criação de um braço de pesquisa do governo chamado HARPA (Health Advanced Research Projects Agency).

Uma fonte do Washington Post relata que Ivanka Trump, filha do presidente, após os tiroteios em massa em El Paso e Dayton, Ohio, pediu à equipe por trás da proposta novas medidas para impedir casos do tipo.

Ao jornal, a ex-psicóloga e chefe de pesquisa do Serviço Secreto dos EUA, Marisa Randazzo, informa que a ideia pode não ser muito boa. "Eu adoraria que, de repente, surgisse uma nova tecnologia que nos ajudasse a identificar riscos violentos, mas existem mutias coisas nessa ideia de prever violência que não fazem sentido", disse ela.

Randazzo explica que, entre as muitas preocupações da medida, está em jogo a liberdade civil e os falsos positivos. Se tal tecnologia for, de fato, desenvolvida, haveriam mais possíveis suspeitos do que atiradores reais, por exemplo.

Segundo ela, o mais preocupante é se basear na premissa de que doenças mentais estão ligadas a tiroteios em massa.

A equipe de Wright, ex-presidente da NBC, apresentou um documento de três páginas intitulado "Stopping Aberrant Fatal Events by Helping Overcome Mental Extremes", ou SAFEHOME.

No documento, é solicitado que o governo explore como a tecnologia pode detectar quando pessoas com problemas mentais estão prestes a se tornar violentas.

A pesquisa seria baseada com indivíduos voluntários e teria muito cuidado para proteger a privacidade de cada um.

Para a equipe do governo, os tiroteios em massa estão ligados à saúde mental dos cidadãos e não às leis sobre acesso a armas do país.

Fonte: The Washington Post. Via: Mashable.

Junte-se a nós e receba nossas melhores histórias de tecnologia. Newsletter Newsletter por e-mail