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TrustChain: Blockchain da IBM é usado para checar cadeia de suprimentos no setor de joias

Consumidores estão exigindo transparência e pagariam mais por joias regulares

Redação

27/04/2018 às 12h11

Diamante / Shutterstock
Foto:

Foi criado um blockchain que verifica a proveniência de joias seguindo informações de suprimentos no setor. O chamado TrustChain é baseado na tecnologia de blockchain da IBM e dele fazem parte empresas envolvidas em cada etapa da cadeia de fornecimento de materiais e serviços: Asahi Refining, o refinador de metais preciosos; a Helzberg Diamonds, uma varejista de jóias dos Estados Unidos; LeachGarner, um fornecedor de metais preciosos e o The Richline Group, um fabricante global de joias.

Embora atualmente existam mecanismos de confiança para garantir a autenticidade de joias, eles tendem a ser mais fragmentados. O TrustChain é projetado para ser mais abrangente. Um dos principais benefícios do uso do blockchain nesse caso é que o processo torna-se mais eficiente. Eliminando a papelada, a checagem fica mais digital e reduz muito (embora nem todos) os processos lentos e burocráticos.

Demanda do consumidor de joias

Esse nível de confiança é cada vez mais essencial em um mercado de luxo porque os consumidores estão exigindo transparência nas joias que compram. Querem ter certeza de que o diamante ou o metal precioso da joalheria não têm origem em exploração indevida do trabalho e são extraídos de forma sustentável. Estão dispostos a pagar mais pela certeza de que não estão contribuindo para esses impactos negativos.

Para o próximo ano, é previsto que o consumidor de jóias poderá usar seu smartphone para escanear um código QR em um diamante e ter informações de toda cadeia de suprimentos diretamente no seu celular. O blockchain ainda está claramente engatinhando, e pode não resolver todos os problemas, mas sistemas como esse provam a sua utilidade.

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