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Twitter vai banir qualquer propaganda política no mundo todo

Jack Dorsey, CEO da rede social, afirma que medida passará a valer em 22 de novembro; nova política para anúncios será divulgada no mesmo mês

Wellington Arruda

30/10/2019 às 19h19

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Foto: Shutterstock

A partir de 22 de novembro, segundo Jack Dorsey, CEO do Twitter, propagandas e anúncios políticos serão banidos da rede social. A afirmação foi feita nesta quarta-feira, 30, no próprio Twitter.

"Tomamos a decisão de impedir globalmente anúncios políticos no Twitter", disse a publicação. "Nós acreditamos que o alcance de mensagens políticas deve ser conquistado, não comprado", afirmou antes de listar os motivos.

O anúncio vem logo após um caso relacionado do Facebook com tal situação. O candidato à presidência dos Estados Unidos Joe Biden, que concorre às eleições de 2020, escreveu para Facebook, Twitter e YouTube pedindo que se recusassem a publicar anúncios políticos falsos ou enganosos.

Katie Harbath, diretora global de políticas públicas para eleições do Facebook, disse que a rede social não envia anúncios políticos para órgãos verificadores de fatos de terceiros pois "o discurso político já é, sem dúvida, o discurso mais minucioso que existe."

Na terça-feira, num artigo publicado no USA Today em colaboração com Nell McCarthy, diretor de gerenciamento de políticas do Facebook, Harbath afirmou que o Facebook não se tornará "guardião da verdade dos anúncios de candidatos".

Nova política de anúncios

O Twitter criou uma nova política de anúncios que será compartilhada no dia 15 de novembro. Ela entrará em prática a partir de 22 de novembro, oferecendo "um período de aviso antes da alteração entrar em vigor", disse Dorsey.

O CEO da rede social ainda disse que anúncios apoiando o registro de eleitores ainda serão permitidos. Mas, como ressaltado pelo executivo, a mudança deve afetar todos os outros anúncios, "não apenas os políticos".

"Estamos cientes de que somos uma pequena parte de um ecossistema de publicidade política muito maior", escreveu. Dorsey já espera críticas por causa da nova ação, mas acredita "que muitos movimentos sociais atingem uma escala maciça sem nenhuma publicidade política".

Por fim, ele diz que "não se trata de liberdade de expressão", mas sim "de pagar pelo alcance". "E pagar para aumentar o alcance do discurso político tem ramificações significativas com as quais a infraestrutura democrática de hoje pode não estar preparada para lidar", acrescentou.

Fonte: Twitter/Jack Dorsey. Com informações de: The Verge.

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