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Vale economiza mais de R$ 1 bilhão com manutenção ao otimizar uso da frota

06/02/2015 às 11h36

Vale economiza mais de R$ 1 bilhão com manutenção ao otimizar uso da frota
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A cada três anos, a Vale era obrigada a investir cerca de
US$ 1 bilhão na substituição de equipamentos de mina para preservar a vida útil
da frota e garantir o desempenho da empresa. Em estudo, contudo, a companhia
detectou o alto custo nos equipamentos, principalmente no maquinário usado nas
fases de carregamento, transporte, perfuração e infraestrutura, e verificou que
uma nova forma de avaliar os cenários poderia aprimorar o desempenho como os
gastos com o maquinário. Foi assim que surgiu o Sistema de Dimensionamento e
Gerenciamento de Equipamentos de Mina, (SGDEM) vencedor na categoria
Siderurgia, metalurgia, mineração e mecânica de As 100+ Inovadoras no Uso de
TI
.

Desenvolvido por especialistas da companhia, o SGDEM foi
projetado para dimensionar a frota de equipamentos de mina da Vale em seus
projetos e operações, otimizando a substituição da frota. Basicamente, é um
aplicativo baseado em web que, com informações captadas dos sistemas
corporativos, são capazes de processar dados para dimensionamento, otimização e
seleção inteligente dos equipamentos de mina. Também permite simulações de
cenários e escolha da melhor solução, sempre levando em conta o menor custo
para a operação. “O SGDEM surgiu com o objetivo de estimar a frota de
equipamentos para o cumprimento de metas de produção, considerando frota atual,
plano de produção, parâmetros operacionais, Capex (plano de aquisição e
reposição) e Opex”, explica Leonardo Rodrigues, gerente de inovação de TI da
Vale.

Segundo Rodrigues, a implementação do SGDEM foi feita em
três fases. Para atestar a eficiência do sistema foram realizados sete testes,
que resultaram no incremento de funcionalidades. “A dinâmica permitiu que o
usuário final pudesse usufruir dos benefícios de cada módulo à medida que eram
desenvolvidos”, pontua, lembrando que o o principal fator de sucesso do projeto
é a padronização de processos e a transparência oferecidas nas informações.

Para a implementação da solução, Rodrigues conta que o
principal desafio foi transformar os processos em funcionalidades atendendo aos
requisitos e expectativas dos usuários. “Os processos de planejamento de
aquisição e reposição de equipamentos são complexos, desde o nível estratégico
até o plano de reposição de médio e curto prazos, com diversas regras e
variáveis”, explica. A gestão dos stakeholders também foi importante. “Cinco
diretorias operacionais do negócio de ferrosos da Vale estavam envolvidas
direta ou indiretamente no projeto”, ressalta o executivo, lembrando que a
mudança de cultura na forma de dimensionar equipamentos de mina significou uma
quebra de paradigma no processo.

De acordo com o gerente, as próximas etapas do projeto serão
a consolidação e manutenção do uso do sistema pelas áreas envolvidas, buscando
melhorias contínuas. “A partir do momento em que se cria uma ferramenta capaz
de padronizar procedimentos entre as operações e compartilhar base de dados com
segurança e transparência, a empresa realiza uma gestão eficiente da frota, com
critérios bem definidos de desativação, substituição e aquisição de
equipamentos de mina. Esta visão global dos ativos da Vale é extremamente
estratégica e isto é positivo para a imagem da instituição diante de todos os
seus stakeholders.”

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