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Tecnologia de reconhecimento facial é aliada no setor educacional

Por Ana Borges da Compliance Comunicação

em Você Informa

2 meses atrás

Uso de biometria no ensino deve registrar um crescimento anual de 26% ao ano entre 2017 e 2022

Ainda pouco usada no país, a tecnologia de reconhecimento facial é uma das que mais crescem no mundo. Levantamento do instituto de pesquisa norte-americano ABI Reasearch aponta que o segmento movimentará US$ 30 bilhões em 2021.

Dotada de recursos analíticos, é capaz de identificar idade, gênero, emoções, contar quantas pessoas estão em um ambiente ou compõem uma multidão, entre outros. Como suporta inúmeros tipos de customização, é utilizada para diversas finalidades por vários setores. Um dos que se destacam nesse sentido é o de educação. Conforme a consultoria global de tecnologia Technavio, o uso de biometria no ensino deve registrar um crescimento anual de 26% ao ano entre 2017 e 2022.

O principal uso que a Facial Recognation Technology possui hoje no ensino é, a partir da filmagem de alunos em sala de aula, identificar emoções como frustração, interesse ou satisfação no momento em que um conteúdo é transmitido, ou comportamentos, como desatenção, sonolência ou bagunça. “O sistema identifica essas variáveis em tempo real, o que possibilita a professores corrigir o que não está de acordo com o ambiente de ensino ou adequar sua metodologia ao ritmo de aprendizado de cada aluno”, diz Ubiratan Resende, diretor geral da VIA Technologies no Brasil, empresa que é uma das líderes mundiais em sistemas de reconhecimento facial.

China e Estados Unidos são os mercados onde a tecnologia se faz mais presente na educação, o que se deve à preocupação em personalizar a experiência de aprendizado. “O uso FRT em salas de aula já é uma ferramenta para que educadores encontrem novas formas de envolver os alunos e acompanhar seu desempenho de forma mais intensa”, diz o executivo. Segundo ele, o sistema da companhia voltado ao segmento consiste da customização da tecnologia às demandas de educadores.

“A FRT possui inúmeras possibilidades. É capaz de contar o número de pessoas em um ambiente e identificar emoções ao interpretar expressões faciais. Quando usada na segurança, pode, por exemplo, localizar uma determinada pessoa em meio a uma multidão e identificar se nesse grupo há alguém tenso, apreensivo ou com ódio. Para o uso em educação, o mesmo recurso de análise de imagens foi adaptado para monitorar e identificar fatores que influenciam o envolvimento e aproveitamento dos alunos em sala de aula”, diz.

Aprendizagem personalizada

Nos últimos anos, o termo “aprendizagem personalizada” é cada vez mais utilizado e implementado. Muitos especialistas afirmam que a metodologia é a chave para a reforma da educação, podendo, entre outros, elevar as possibilidades quanto ensinar aos alunos a “pensar” e adaptar o metodologia a cada integrante da sala de aula.

“Embora a falta de atenção dos alunos seja frequentemente atribuída à preguiça ou desinteresse pelo assunto ensinado, os estudantes não são os únicos responsáveis. Educadores reconhecem que essa dispersão também resulta do modelo de ensino e da forma como cada indivíduo responde a ele. Com o monitoramento via FRT, é possível identificar o quão eficaz é a metodologia e quando as adaptações surtem efeito”, diz Resende.

Outra aplicação da tecnologia no setor refere-se à educação especial. “Neste caso, há muitos alunos que têm dificuldade de comunicação. Com o reconhecimento facial, o professor pode, a partir da interpretação das imagens feitas pelo sistema, realizar a análise emocional para identificar os alunos que precisam de ajuda e quando estão distraídos”, diz Resende.

Essa tecnologia também pode identificar crianças que são afetadas por distúrbios emocionais, comportamentais e outras condições que constituem obstáculos à educação. Ela pode alertar os professores sobre esses problemas para que a metodologia de ensino seja adequada às necessidades individuais de cada aluno.

Da mesma forma, a tecnologia de reconhecimento facial pode coletar dados para ajudar a personalizar as experiências de aprendizado virtual. À medida que a educação se move em direção a diferentes modelos de sala de aula baseados no aprendizado on-line, é essencial garantir que a educação on-line seja tão justa e eficaz quanto a educação tradicional.


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